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Últimas apresentações de ” A comédia da falha trágica”

Foto Jesualdo Castro

Foto Jesualdo Castro

Quem ainda não assistiu, tem até o próximo domingo, dia 29, para conferir o espetáculo  “A comédia da falha trágica”, com texto, trilha original e direção de José Luiz Ribeiro. A montagem do Grupo Divulgação (GD) ficará em cartaz de quarta a domingo, às 20h30, no Forum da Cultura. As reservas podem ser feitas pelo telefone 3215-3850. O Forum da Cultura está situado na Rua Santo Antônio, 1112, no Centro em Juiz de Fora/MG.

Do medieval ao contemporâneo

Foto Jesualdo Castro

Foto Jesualdo Castro

Inspirado livremente na clássica obra “A divina comédia”, de Dante Alighieri, “A comédia da falha trágica” faz uma viagem cômica ao inferno que precisa mudar sua imagem diante da opinião pública.

Dante volta ao inferno na contemporaneidade brasileira e encontra exemplos de barbárie. Os condenados ao fogo eterno não encontram diferença entre o inferno medieval e a violência do cotidiano marcada pela ganância, pelo poder e pela ausência de escrúpulos.

O espetáculo é intercalado por músicas compostas especialmente para as diversas cenas, além de prestar uma homenagem a Noel Rosa. Um elenco de dezoito integrantes, além da equipe técnica vive esta história entremeando riso e reflexão sobre o tempo atual.

O texto e a direção são assinados por José Luiz Ribeiro, que criou também as músicas originais apresentadas com arranjos de Dionísio Giovanini. No palco, Wall Oliver e Márcia Falabella vivem os reis do inferno e Victor Dousseau protagoniza Dantes. O elenco conta ainda com os atores: Marcos Saramela, Rebecca Gramlich, Johnes Drummond, Mariana Sampaio, Felipe Vasconcelos, Júlia Buttenbender, Lorenza Cris, Saulo Machado, Diogo Miranda, Renan Souza, Michell Costa, Fabrício Alves, Ana Santos, Marina Lopes. E na sonotécnica, Marina Metri.

 

Os Dezequilibrados encenam espetáculo em Juiz de Fora

Foto: Divulgação

Foto: Divulgação

O amor ultrapassa tempos, gerações e se perpetua. Ele é o ingrediente principal para os romances históricos, medievais, e também para os contemporâneos. Tomando como mote o amor e os percalços dos relacionamentos amorosos, a Cia Os Dezequilibrados encena nesta terça, dia 20 e quarta-feira, dia 21, às 20h, no Centro Cultural Bernardo Mascarenhas (CCBM), o espetáculo “Beija-me como nos livros”, com direção e dramaturgia de Ivan Sugahara.

A trama narra a relação amorosa de dois casais modernos e alterna-se  com cenas de mitos românticos como “Tristão e Isolda”, “Romeu e Julieta”, “Dom Juan” e “Werther”. No palco, os atores convidados Julio Adrião e Cláudia Mele e os integrantes do grupo, Ângela Câmara e José Karini dão vida aos personagens, que mergulham no tempo e no espaço, para contar sobre as transformações e as várias facetas do amor. Para estruturar a peça, a companhia selecionou quatro mitos amorosos que, em alguma medida, representam a forma de amar praticada em cada um dos quatro momentos históricos abordados e também os locais em que essas épocas foram mais expressivas: “Tristão e Isolda”, simbolizando o período medieval inglês, “Romeu e Julieta”, o renascimento italiano, “Dom Juan”, o iluminismo francês, e “Werther”, o romantismo alemão.

Juiz de Fora é uma das 22 cidades brasileiras que receberão as apresentações do grupo teatral carioca que possui 19 anos de existência.

Histórico de cara nova

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O Grande Hotel Renascença está com novo visual. Localizado na Praça Dr. João Penido (Praça da Estação), o hotel que possui 127 anos, ganhou recentemente pintura nova na fachada. A antiga cor salmão deu lugar ao tom rosa muralha.

Tombado como Patrimônio Cultural de Juiz de Fora/MG, o Renascença foi construído em 1887, e é uma das primeiras hospedarias edificadas na cidade. O espaço já recebeu pessoas famosas e personagens da nossa história política como os presidentes Arthur Bernardes e Getúlio Vargas.

 

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Fonte: ahduvido.com.br/

Margens do Rio Paraibuna, em JF, virou “maconhódromo”?

As margens do Rio Paraibuna, principalmente no trecho entre as pontes do Manoel Honório (situada no bairro homônimo) e Nelson Silva (no bairro Poço Rico), têm sido utilizadas como locais para uso de drogas. A qualquer hora do dia é possível identificar pessoas usando livremente  crack e maconha em via pública.

O surpreendente é que além dos moradores de rua que se abrigam na região, muitos também utilizam o espaço para fazer uso de

Fonte: ahduvido.com.br/

Foto ilustração: Fonte: ahduvido.com.br/

drogas principalmente o crack, percebe-se diariamente a presença de outros grupos de pessoas fumando maconha. Observamos que os usuários de maconha (ou maconheiros?) que fumam “baseado” perto do Paraibuna são na maioria do sexo masculino; aparentemente na faixa etária entre os 20 e 40 anos, e a maior circulação de usuários da erva ocorre a partir das 18h.

Outro ponto interessante é que os usuários da maconha, na maioria das vezes, se reúnem em grupos de duas ou três pessoas. Alguns se abrigam sob as árvores, porém maior parte utiliza o produto tranquilamente na calçada, não se importando com os transeuntes que utilizam do espaço para caminhadas, corridas e outras atividades físicas.

Engana-se quem pensa que os fumantes de marijuana, no Parayuna, são apenas negros, pobres ou vadios. Vê-se de tudo: estudantes com mochilas e livros, operários uniformizados, gente boa pinta e etc. Tem até funcionário de empresas ao longo do rio, que durante a pausa do jantar, dá uma voltinha “pra apertar um bagulho”!

Não quero ser puritano, moralista ou a “sherazade de JF”, mas o que me irrita são as consequências que o uso dessas substâncias provocam na sociedade. Sou a favor da utilização controlada da maconha para os fins medicinais, isso é inegável. Porém, o uso livre ou a comercialização da erva é uma situação complexa que envolve estudos e debates mais aprofundados. Não vou  abordar neste texto os efeitos da cannabis, as consequências e os transtornos que isso acarretaria à sociedade, se o governo liberasse a marijuana, pois a discussão e extensa e o espaço é curto.  Como seria o controle? As pessoas poderiam fumar maconha a qualquer hora e momento? Poderiam fumar e dirigir?

Outra realidade

A maconha também alimenta o tráfico de drogas, em Juiz de Fora. Diariamente os noticiários locais divulgam apreensões da substância, em operações orquestradas das polícias Civil e Militar. Nesta quarta-feira, dia 09, a Polícia Civil apreendeu 1 tonelada de maconha que estava sendo transportada escondida, em compartimentos falsos em um caminhão. Leia a reportagem na íntegra aqui

O tráfico de drogas gera terror e traz graves consequências para a sociedade. E a maconha também é comercializada neste mercado contraventor. Instalado, na maioria das vezes, nas regiões periféricas da cidade, o tráfico arregimenta cada vez mais cada vez mais, jovens, adolescentes e até crianças, para o comércio ilegal de entorpecentes, que inclui a maconha. Essa triste realidade também faz parte do nosso cotidiano. Leia um exemplo aqui. 

Já ouvi pessoas dizerem que usam, uma vez ou outra,  a maconha pra relaxar, “ver fadas e duendes”, ou para ficar feliz. Uns utilizam em festas, outros fumam nas ruas,  faculdades, sítios ou clubes. Outros preferem a tranquilidade e conforto de seus quartos para curtir a marijuana.

Inocentes ou não, estas pessoas alimentam o tráfico e contribuem para o aumento da violência causada por execuções por dívidas de drogas, brigas de facções pelo comando do tráfico, sem contar às inúmeras vítimas de furtos, roubos e latrocínios provocados por viciados nas diversas drogas. O tráfico existe porque existe mercado consumidor!

Enquanto muitos jovens de classe média,  graduados e cultos veem “fadas e duendes”, no conforto de seus quartos ou no agito de baladas Vips, outros jovens, a maioria residente na periferia, pobres e sem muitas oportunidades na vida, veem “o sol nascer quadrado” ou vão pra “debaixo dos 7 palmos”!

O discurso se prolonga e a cada dia a criminalidade aumenta, a impunidade impera, as polícias ficam de mãos e pés atadas (prendem e soltam por medidas e liminares judiciais), a legislação e os pareceres jurídicos muitas vezes são falhos, e etc…

E os cidadãos que não tem nada a ver com a situação,  ficam no meio do fogo cruzado. Quando não são vítimas da violência gerada pelo tráfico, levam no mínimo, uma baforada da “erva danada”. E ai de quem ouse questionar! Prossigamos…

Saiba mais sobre a  Lei nº 11.343 que trata das medidas educativas e punitivas sobre uso, cultivo e comércio de drogas. Leia aqui