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Margens do Rio Paraibuna, em JF, virou “maconhódromo”?

As margens do Rio Paraibuna, principalmente no trecho entre as pontes do Manoel Honório (situada no bairro homônimo) e Nelson Silva (no bairro Poço Rico), têm sido utilizadas como locais para uso de drogas. A qualquer hora do dia é possível identificar pessoas usando livremente  crack e maconha em via pública.

O surpreendente é que além dos moradores de rua que se abrigam na região, muitos também utilizam o espaço para fazer uso de

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Foto ilustração: Fonte: ahduvido.com.br/

drogas principalmente o crack, percebe-se diariamente a presença de outros grupos de pessoas fumando maconha. Observamos que os usuários de maconha (ou maconheiros?) que fumam “baseado” perto do Paraibuna são na maioria do sexo masculino; aparentemente na faixa etária entre os 20 e 40 anos, e a maior circulação de usuários da erva ocorre a partir das 18h.

Outro ponto interessante é que os usuários da maconha, na maioria das vezes, se reúnem em grupos de duas ou três pessoas. Alguns se abrigam sob as árvores, porém maior parte utiliza o produto tranquilamente na calçada, não se importando com os transeuntes que utilizam do espaço para caminhadas, corridas e outras atividades físicas.

Engana-se quem pensa que os fumantes de marijuana, no Parayuna, são apenas negros, pobres ou vadios. Vê-se de tudo: estudantes com mochilas e livros, operários uniformizados, gente boa pinta e etc. Tem até funcionário de empresas ao longo do rio, que durante a pausa do jantar, dá uma voltinha “pra apertar um bagulho”!

Não quero ser puritano, moralista ou a “sherazade de JF”, mas o que me irrita são as consequências que o uso dessas substâncias provocam na sociedade. Sou a favor da utilização controlada da maconha para os fins medicinais, isso é inegável. Porém, o uso livre ou a comercialização da erva é uma situação complexa que envolve estudos e debates mais aprofundados. Não vou  abordar neste texto os efeitos da cannabis, as consequências e os transtornos que isso acarretaria à sociedade, se o governo liberasse a marijuana, pois a discussão e extensa e o espaço é curto.  Como seria o controle? As pessoas poderiam fumar maconha a qualquer hora e momento? Poderiam fumar e dirigir?

Outra realidade

A maconha também alimenta o tráfico de drogas, em Juiz de Fora. Diariamente os noticiários locais divulgam apreensões da substância, em operações orquestradas das polícias Civil e Militar. Nesta quarta-feira, dia 09, a Polícia Civil apreendeu 1 tonelada de maconha que estava sendo transportada escondida, em compartimentos falsos em um caminhão. Leia a reportagem na íntegra aqui

O tráfico de drogas gera terror e traz graves consequências para a sociedade. E a maconha também é comercializada neste mercado contraventor. Instalado, na maioria das vezes, nas regiões periféricas da cidade, o tráfico arregimenta cada vez mais cada vez mais, jovens, adolescentes e até crianças, para o comércio ilegal de entorpecentes, que inclui a maconha. Essa triste realidade também faz parte do nosso cotidiano. Leia um exemplo aqui. 

Já ouvi pessoas dizerem que usam, uma vez ou outra,  a maconha pra relaxar, “ver fadas e duendes”, ou para ficar feliz. Uns utilizam em festas, outros fumam nas ruas,  faculdades, sítios ou clubes. Outros preferem a tranquilidade e conforto de seus quartos para curtir a marijuana.

Inocentes ou não, estas pessoas alimentam o tráfico e contribuem para o aumento da violência causada por execuções por dívidas de drogas, brigas de facções pelo comando do tráfico, sem contar às inúmeras vítimas de furtos, roubos e latrocínios provocados por viciados nas diversas drogas. O tráfico existe porque existe mercado consumidor!

Enquanto muitos jovens de classe média,  graduados e cultos veem “fadas e duendes”, no conforto de seus quartos ou no agito de baladas Vips, outros jovens, a maioria residente na periferia, pobres e sem muitas oportunidades na vida, veem “o sol nascer quadrado” ou vão pra “debaixo dos 7 palmos”!

O discurso se prolonga e a cada dia a criminalidade aumenta, a impunidade impera, as polícias ficam de mãos e pés atadas (prendem e soltam por medidas e liminares judiciais), a legislação e os pareceres jurídicos muitas vezes são falhos, e etc…

E os cidadãos que não tem nada a ver com a situação,  ficam no meio do fogo cruzado. Quando não são vítimas da violência gerada pelo tráfico, levam no mínimo, uma baforada da “erva danada”. E ai de quem ouse questionar! Prossigamos…

Saiba mais sobre a  Lei nº 11.343 que trata das medidas educativas e punitivas sobre uso, cultivo e comércio de drogas. Leia aqui